Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

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Artigos e reflexões › 01/06/2015

Se me perseguiram…

3495  Temos acompanhado, através dos meios de comunicação, a terrível tragédia de tantos irmãos nossos, cristãos, perseguidos e martirizados porque professam a fé em Jesus Cristo. O fato de homens e mulheres, discípulos missionários, terem sido assassinados porque cometeram o “delito” de amar, professar e anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, foi e é uma constante na caminhada da Igreja.

Há outro martírio que acompanha a Igreja desde o seu nascimento e é muito próximo de nós que não tem como consequência imediata a morte do discípulo missionário, mas pode trazer o desalento e a perda do entusiasmo no anúncio da alegria do Evangelho e da participação na vida das Comunidades: o martírio da perseguição. Jesus já havia alertado seus discípulos sobre esta forma de martírio, quando disse: ‘O servo não é maior que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão a vós também’ (Jo 15,20).

Sofrem deste martírio milhares de discípulos missionários cheios do Espírito Santo e do amor de Deus. Homens e mulheres, de todas as idades, membros das Comunidades, os quais são perseguidos no dia a dia porque simplesmente dizem que creem em Deus, participam de uma Comunidade de fé e trabalham na ação missionária da Igreja.

A perseguição que vem sorrateira e altamente venenosa apresenta-se de muitas maneiras: às vezes através da insistência de membros da família ou de amigos para que você deixe a missão e se dedique mais à família, aos próprios interesses para estar mais com os amigos (que amigos?); outras vezes, através de questionamentos perniciosos, como: o que você vai ganhar com isso? Ninguém pensa em você; e você, por que continua com essa atividade? Noutras ocasiões, se apresenta através da afronta, porque ao saber que você é católico de coração, participa ativamente da Igreja como pediu Jesus, critica abertamente a Igreja, as instituições das Comunidades e o seu modo de viver a fé, deixando sem palavras qualquer pessoa sensata.

O ódio do mundo e a perseguição, não significam a ausência de Deus; fazem parte da vida do discípulo missionário como fez parte da vida do Mestre. Nesta hora, é fundamental voltar os olhos e o coração para as palavras de Jesus: ‘se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia’ (Jo 15,18-19).

O mundo nos odeia, logo vai continuar no combate contra a fé, contra o anúncio missionário e contra o seu trabalho na Comunidade, mas não sairá vitorioso. Em meio às pequenas ou grandes perseguições, dos de longe ou das pessoas próximas, mantenha o pé firme na Comunidade e na missão que lhe foi confiada, porque ‘Eles vão combater contra o Cordeiro, mas o Cordeiro, Senhor dos Senhores e Rei dos reis, os vencerá, e também serão vencedores os que com ele são chamados, eleitos, fiéis’ (Ap 17,14).

Dom Sérgio de Deus Borges
Bispo Auxiliar de São Paulo
Titular de Gerge
Vigário Episcopal da Região Santana

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