Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

R. Parque D. Luis, 273 – São Paulo, SP | Tel: (11) 2979-9270 | E-mail: secretaria@nsaparecidajsp.com.br

› 01/06/2011

Um cristão jamais se alegra com situação de morte

Estimados irmãos, não quero assumir um papel de juiz, pois não o sou, mas apenas enquanto cristão, e não simplesmente enquanto padre, quero fazer valer a opinião da Igreja.
Todos acompanhamos os noticiários dando conta da morte do terrorista Osama Bin Laden, depois de viver anos às escondidas.

Impressionou-me muito a forma como algumas pessoas festejaram a morte do líder da rede terrorista Al-Quaeda. Todos concordam que a morte nunca é motivo de vanglória, principalmente quando esta se dá por meio de violência.

Bin Laden foi responsável pela morte de inúmeras pessoas e ainda usou a religião para espalhar o ódio e o terror. Ele, certamente, responderá perante Deus por ter causado tudo isso, mas não se pode usar do mesmo erro para fomentar a guerra e a desarmonia no mundo. A missão daquele que tem Deus por participação em sua vida é promover a paz.

Diante de um fato como este, a cautela e o silêncio são as melhores atitudes para não falar aberrações que nada têm a ver com o Reino de Deus.

Falar que a morte deste homem foi um milagre do agora beatificado Papa João Paulo II (declaração dada pelo presidente do Peru) é, no mínimo, uma grande brincadeira de mau gosto, ou um enorme desconhecimento da missão de Jesus Cristo e da Igreja. Nenhum cristão, genuinamente verdadeiro, alegra-se com qualquer situação de morte. Existem outras formas de agir verdadeiramente com o Evangelho na mão e que levarão ao conhecimento da verdade.

O mundo de hoje vive uma grande ausência de limites, haja vista a violência sofrida por muitos quase que diariamente em toda parte. Muitas coisas são feitas desequilibradamente e por meio do subjetivismo e individualismo. O outro já não mais interessa, porque a preocupação é de mostrar quem manda mais e quem tem a força.

O fato de ser o primeiro da fila em qualquer situação jamais poderia ser usado para ditar as regras como senhor da verdade, salvo em casos especiais, mas deveria ser uma oportunidade para melhorar as relações unindo o que está dividido.

Incitar violência para medir forças é coisa de quem ainda não foi evangelizado e é passível de acerto de contas com Deus que nos enviou como promotores da paz. Paz esta que não é obtida com derramamento de sangue, mas com misericórdia e generosidade.

É bom ficarmos atentos, pois o terrorismo se apresenta de várias formas. Às vezes, aquele que diz que quer combatê-lo o tem encarnado na própria existência.

Rezemos pelo mundo e pela conversão de todos.

Imprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *