Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

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› 01/04/2011

Quem matou Jesus?

No dia 10 de março de 2011, foi lançado mais um volume do livro do Papa Bento XVI, intitulado “Jesus de Nazaré”, que conta a vida daquele que salvou todo gênero humano. 

Pelo menos três aspectos nos despertam interesse pela leitura da obra: primeiro pelo fato de falar de Jesus Cristo, que por si só, já é de grande importância; segundo, porque foi escrita por aquele que é o sucessor de São Pedro; terceiro, porque traz uma informação nova e talvez contundente.

Sempre ouvimos dizer que os judeus foram os culpados pela morte de Jesus. Na verdade nunca houve nenhuma prova cabal sobre isto, o que sabemos com bastante clareza, é que os judeus nunca aceitaram Jesus como o Messias esperado, aliás, essa é a grande preocupação do evangelista Mateus na sua obra.
Porém, responsabilizá-los pela sua morte seria muito arriscado.

Sabemos também que quando Jesus foi condenado à morte, Israel estava sob dominação romana, tanto é verdade que Ele morreu sob Pôncio Pilatos, que era o procurador romano, sem contar que de acordo com as normas judaicas um julgamento dura em média 45 dias para apresentar todas as provas contra o acusado. O julgamento de Jesus, entretanto, durou a noite inteira, o que torna compreensível o pensamento do Papa Bento XVI, entendendo que não há provas suficientes para condenar os judeus.

A pergunta que não quer calar é: quem matou Jesus? E o que devemos levar em conta é que isso não é a coisa mais importante dentro do nosso processo de fé. O que nos basta é saber que Ele morreu porque enfrentou um sistema injusto e explorador e, diante disso, assumiu seu profetismo, denunciando tudo aquilo que agredia as pessoas. Não foi uma revolução política, como muitos entendem, mas trouxe uma nova consciência de vida.

Se nos aprofundarmos nos atos praticados contra a sua missão, chegaremos à seguinte conclusão: todas as pessoas que tiveram atitudes contrárias a esta nova consciência, têm culpa na sua morte. Neste sentido, os próprios discípulos são culpados, pois um deles o negou, outro o traiu e os outros o abandonaram. 

Vários motivos levaram os discípulos a esse comportamento: medo de dar testemunho; preocupação com coisas materiais, isto é, olhar a realidade com olhos meramente humanos sem acrescentar o dado da fé; busca de prestígio e tantos outros.
 
Assim como os discípulos de ontem, nós, os discípulos de hoje, também temos a mesma tentação. Ou seja, praticamos atos contrários aos ensinamentos do Mestre e, neste caso, acabamos por rejeitá-lo, negando-o e abandonando-o.
 
Caríssimos, aproxima-se a Páscoa do Senhor. Celebraremos a vitória, porém, passaremos pela experiência da Cruz. Não faltem às celebrações pascais, por favor. 

FELIZ PÁSCOA!

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