Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

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› 01/05/2011

Como você anuncia o Cristo?

Caros irmãos, somos a Igreja viva que por meio do Espírito Santo anuncia a Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Como cristãos, devemos anunciar a verdade. Mas nem todos o fazem com solicitude. Muitas vezes somos frios em nosso proceder. A seguir, um pequeno relato (quem sabe você já conheça) que pode sintetizar o comportamento de muitos no modo de evangelizar.

Havia dois irmãos. Um resolveu ser padre e foi para o seminário. O outro preferiu seguir carreira como ator. Muitos anos se passaram sem que se vissem.

Alguns anos mais tarde, finalmente os dois se encontraram na casa dos pais. Nessa ocasião, os dois irmãos combinaram que um visitaria o outro quando estivesse exercendo a sua “profissão”.

Algum tempo depois, sentado no meio da plateia, diante do palco onde dentro de instantes seu irmão ator entraria em cena, o padre esperava. Quando as cortinas se abriram, o padre ficou de “boca aberta”. Cenário bem montado, palmas vibrantes, atenção e silêncio, o som harmonioso da orquestra, tudo perfeito.

O apresentador começou a falar, sem papel na mão. Explicou o sentido da peça para os dias de hoje. Falou sobre o autor, os atores e os detalhes do cenário. A apresentação foi um sucesso. Quando as cortinas se fecharam, todos, em pé, não paravam de aplaudir.

Muitos foram ao camarim do irmão ator para parabenizá-lo. Comentavam trechos da peça… tiravam lições para suas vidas.

Chegou o dia em que o ator visitaria o irmão padre. Encontrou-se, então, sentado no banco da igreja, cercado por uma fria assembleia, em um auditório não muito confortável. Olhava para o altar, onde um cenário sem muita criatividade parecia não ser trocado há muitos anos.

De repente, alguém tomou um desafinado violão e pôs-se a exigir que todos o acompanhassem em uma melodia que não era possível escutar devido ao barulho de uma estridente bateria.

Foi então que surgiu seu irmão. Lá na frente, o comentarista leu alguma coisa. Mas não se pôde entender muito bem o que iria acontecer, nem a importância disso para os dias de hoje. Não havia palmas. Por outro lado, em nenhum momento houve silêncio completo.

Ao final da missa, o padre voltou para a sacristia. Só o irmão ator foi cumprimentá-lo. O padre perguntou-lhe:

– Por que as coisas são assim? Lá no teatro as pessoas eram tão atenciosas. Aqui tudo parece ser diferente. Que acontece?

E o irmão disse: – Você quer minha opinião sincera? – Claro… diga o que você pensa! – respondeu o padre.

E o ator disse: – É que lá nós representamos mentiras como se fossem verdades… e aqui vocês representam verdades como se fossem mentira.

Estamos na Páscoa, tempo em que anunciamos a vida nova. Não queremos anunciar o Cristo morto, mas vivo e real em nosso meio. O Deus que mostramos deve ser o Deus que vivemos. O nosso entusiasmo, a nossa motivação no trabalho pastoral e no nosso modo de viver, bem como nossa convicção na fé, são importantes para anunciar o Deus vivo e verdadeiro.

FELIZ PÁSCOA!

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