Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

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› 07/07/2014

As nossas fugas

Prezados paroquianos e leitores, minha saudação na Paz do Senhor Jesus Cristo.

Neste mês quero falar um pouco das nossas fugas ao longo da nossa caminhada. Todos já fugimos de alguma coisa ou de alguém. Talvez porque não queríamos conversar com a pessoa, ou porque percebemos que ela nos faria mal. Podemos entender a fuga como um livrar-se da realidade ou da responsabilidade.

Olhando as Sagradas Escrituras, não é difícil perceber que alguns personagens também fugiram da realidade, entre eles podemos citar o grande Moisés.

Moisés nasceu num momento crítico. O povo dele, os descendentes de Abraão escolhidos para receberem grandes promessas, estava sofrendo terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania e até matavam os filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava. A mãe de Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma princesa do Egito.

Vendo um egípcio espancando um hebreu, Moisés o matou esperando que o povo lhe apoiasse, o que não aconteceu, e teve que fugir para longe e por muito tempo, até Deus o chamar para libertar o povo que vivia na escravidão. Aqui temos claramente a fuga por medo e insegurança.

Ao ser chamado por Deus para conduzir o povo no deserto, Moisés, novamente, foge dando desculpas e dizendo que era incapaz de tal missão. Começa a colocar empecilhos para não assumir a tarefa dada por Deus. Aqui temos o medo de assumir responsabilidades.

Também nós damos muitas desculpas para não vivermos a fé que recebemos no batismo, quando dizemos que nosso tempo é curto e, por causa de tantos outros fatores, não conseguimos assumir outros serviços na própria comunidade, ou mesmo de participar da vida da Igreja. Aqui temos a fuga das responsabilidades e do compromisso cristão.

Ainda nas Sagradas Escrituras, temos a fuga de Adão e Eva, no início da criação, por medo de Deus, por terem feito coisas erradas. Ao esconderem-se, eles fugiram da realidade, assumindo o comportamento contrário ao amor criacional. Os que vivem na escuridão têm medo da luz porque esta lhes mostra os erros e tudo vem à tona.

Às vezes fugimos dos nossos próprios sentimentos e situações e, em muitos casos, muitos se entregam aos vícios na ilusão de se afastarem de algo que lhes atormenta.

Enfrentar a realidade de cabeça erguida e fortalecer a fé com a vivência na Igreja, alimentando-se do pão consagrado, é a melhor atitude que devemos ter. Deus é nossa proteção, refúgio e segurança. Viver segundo sua Palavra nos ajuda a enfrentar o mal com vigor e sabedoria.

Peçamos que o Senhor nos ajude a assumir a missão a nós confiada, dando o perfeito louvor e o devido testemunho que Ele merece. “Quem se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei a favor dele diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32).

Deus abençoe a todos!

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