Paróquia Nossa
Senhora Aparecida

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Artigos e reflexões › 10/08/2014

A figura paterna na vida de uma criança

Compartilho com vocês este breve relato acerca de minha percepção quanto à influência do pai na vida das crianças.

É muito bom poder trazer recordações de minha infância e adolescência! Em pequenos atos entre mim e meu pai, era possível notar o valor de uma conversa, de um olhar carinhoso, de um beijo como sinal de respeito – sempre quando ele chegava do trabalho, de sentar num barzinho e falar sobre o trânsito e a mudança do tempo, de brincar sobre a vitória de meu time contra o dele, de rir das histórias engraçadas que me contava e de outros tantos assuntos banais, mas cada vez mais raros nos dias de hoje entre pais e filhos.

Lembro-me com muita saudade das simples conversas que tinha com meu pai. Nossa relação era muito próxima; era uma amizade maravilhosa. Quando terminou a passagem de meu pai em minha vida, senti muita falta não de um protetor, mas de uma pessoa honesta e com princípios cristãos como referência, pois nesse sentido ele foi certamente o meu grande mestre. Atualmente, posso dizer o quanto esses princípios foram determinantes em minha vida, principalmente no relacionamento com meus familiares, amigos e pessoas que fazem parte de meu convívio. Pude ter o privilégio de aprender e ter gostos semelhantes aos dele, como na preferência musical, no senso de proteção, na maneira de sempre ajudar os amigos, no modo de se vestir. Sempre o tive como exemplo de pessoa e queira Deus que eu e meus futuros filhos possamos compartilhar gostos e princípios semelhantes.

Sinto saudades de meu pai, pois o tinha escolhido como meu melhor amigo. Amigos nós não temos; mas sim os escolhemos.

Na realidade que vivemos, vejo uma diferença cada vez maior na relação entre pais e filhos. Por um lado, observo pais passeando, conversando, brincando e fazendo com que seus filhos compartilhem os preceitos da religião católica. Entretanto, observo também crianças sozinhas nas ruas pedindo esmolas e se drogando, carentes de atenção. Nesse último caso, é possível notar as dores de filhos cujos pais não se fazem tão presentes no dia a dia ou não acreditam no seu potencial, considerando-os como casos perdidos. Então, nos deparamos com a tal hiperatividade na tentativa de buscarmos uma resposta: por que os filhos não terminam aquilo que começam (faculdade, cursos, trabalho…)? Mas, muitas vezes, dificuldades como essas mais comuns atualmente em crianças e adolescentes podem ser superadas com o incentivo dos pais, na base da amizade, do companheirismo com seus filhos.

Um grande desafio atual é favoreceremos a formação de nossos filhos de modo que tenham histórias para contar, como essas que com tanto carinho guardo em minhas lembranças. Então, unamo-nos enquanto família de modo que os laços construídos sejam verdadeiras referências de amor, carinho, perseverança e companheirismo.

Leonardo Sene de Lourenço

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